A economia é o motor da sociedade

domingo, 4 de dezembro de 2011

Novo Protecionismo

 


Até há três anos, a globalização não levantava quaisquer dúvidas entre as elites mundiais, e apenas encontrava resistência em grupos marginais nacionalistas, ora de esquerda, ora de direita, e em alguns países cuja trajectória não coincidia com um modelo tão americanamente capitalista.
Não era para menos. A economia mundial crescia em todos os continentes, o mundo, como um todo, atingia, numa década, um crescimento recorde de quase 5%, e o maior desenvolvimento dos países emergentes permitia que cerca de mil milhões de pessoas fossem resgatados à pobreza, o que compensava claramente alguns excessos de acumulação que entretanto surgiam em países improváveis.
A globalização financeira tinha, assim, antecipado a globalização económica do início do século, com alterações profundas nas geografias, tanto da oferta como da procura, evidenciadas pelos crescimentos a dois dígitos no comércio marítimo, ou acréscimo idêntico no tráfego aéreo. O mundo, dizia-se, seria plano.
A crise do imobiliário americano, o seu efeito de contágio sistémico e a solução renascida de apoio estadual, retirou optimismo ao modelo, refreou alguns ânimos, e lançou dúvidas sobre o modelo de globalização económica, parcialmente responsável pelos ajustamentos que a crise obrigou. Voltou a falar-se em proteccionismo, as trocas comerciais caíram a dois dígitos e a globalização foi momentaneamente esquecida do léxico da moda. O mundo ameaçava voltar a ser curvo.
Três anos depois o que se temia não se confirmou. Afinal, a economia mantem-se na senda do global, os países emergentes continuam a recuperar e o crescimento mundial ultrapassará os 4%. Só o que se não temia, nem previa, ameaça verificar-se. A globalização financeira está a desaparecer.
Inicialmente, por blocos, assente numa guerra cambial que procurou tirar benefícios da retoma exportadora, fase que mereceu debate apurado e discursos apaziguadores. Mas mais recentemente, através de uma guerra bem mais subversiva e opaca, a guerra dos riscos. Nela, blocos económicos, países e bancos centrais, em nome da prudência reguladora, vão criando barreiras à livre circulação dos fundos entre agentes económicos. É o que acontece quando bancos americanos são obrigados a identificar autonomamente os riscos europeus; é o que acontece quando investidores da Europa são obrigados a justificar as suas aplicações em países do Sul; é o que acontece quando bancos centrais europeus impõem restrições financeiras em nome da sua segurança sistémica.
Até se percebe. Mas convém ficar claro que com este novo proteccionismo financeiro não será possível evitar um incontornável proteccionismo económico. A começar na Europa.
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António Ramalho, Gestor

 Notícia apresentada por: Henrique Cardoso Nº11 11ºD

domingo, 27 de novembro de 2011


Portugal está a exportar mais, sobretudo para fora da União Europeia, enquanto o crescimento das importações está a abrandar. No terceiro trimestre o défice comercial baixou para 3,75 mil milhões de euros.
Os dados hoje revelados pelo Instituto Nacional de Estatística comprovam que as exportações portuguesas continuam a crescer a bom ritmo, atenuando assim a recessão que se vive na economia portuguesa.
As exportações de mercadorias subiram 13,1% no terceiro trimestre, para 10,4 mil milhões de euros, enquanto as importações subiram 3,6%. Uma evolução que permitiu uma descida no défice da balança comercial para 3,75 mil milhões de euros, contra 4,47 mil milhões de euros.
O PIB português estagnou no segundo trimestre, face aos três meses anteriores, tendo registado uma queda homóloga de 0,9%. Os resultados do terceiro trimestre deverão ser publicados este mês pelo INE.
Os dados do INE mostram que as empresas portuguesas estão a aumentar as vendas sobretudo para países fora da União Europeia, uma evolução que se justifica também com a forte travagem da economia europeia este ano. As vendas para países da UE subiram 11,2% no terceiro trimestre, enquanto as exportações extracomunitárias aumentaram 18,6%.
Quanto às importações oriundas de países da União Europeia, descera 1,9% no terceiro trimestre. Já as compras de Portugal a países fora da UE aumentaram 19,6%. Este último crescimento é justificado sobretudo pelas compras de combustíveis e lubrificantes, já que sem estes bens, as importações praticamente estagnaram.
Desaceleração em Setembro
Os dados do INE mostram também a evolução mensal do comércio internacional de Portugal, sinalizando um abrandamento no crescimento das exportações.
Em Setembro as exportações subiram 13,4% contra o mesmo mês do ano passado, enquanto face a Agosto dispararam 28,9%. Em Agosto a variação homóloga tinha sido superior (16%), sendo que nos restantes meses deste ano apenas em Julho o resultado tinha sido inferior (10,8%).
Os dados de Setembro mostram que as exportações estão a crescer de forma mais acentuada para países fora da UE. As exportações intracomunitárias subiram 9,3% e as extracomunitárias dispararam 25,9%

 Notícia apresentada por: Filipe Elvas Nº10 11ºD
  PS: Esta notícia não está sujeita a comentários (obrigatórios)

sábado, 19 de novembro de 2011

Perdão da dívida "não é solução", diz João Ferreira do Amaral


O economista João Ferreira do Amaral disse hoje que o perdão da dívida "não é solução" para as crises financeiras europeias e que a Grécia vai a caminho de um "desastre".

"Com o nível de dívida externa que Portugal atingiu, não há condições para um crescimento sustentado", disse Ferreira do Amaral na conferência "O valor da poupança e o rigor das Finanças Públicas", promovida hoje pelo Tribunal de Contas em Lisboa. No entanto, "o perdão da dívida não é solução", acrescentou Ferreira do Amaral.
"Uma reestruturação reduz muito as possibilidades de financiamento do Estado e do sistema bancário no futuro. A reestruturação significa um perdão da dívida, um incumprimento, o BCE [Banco Central Europeu] terá mais dificuldade em emprestar aos bancos no futuro, e é muito mais difícil os mercados voltarem a confiar quer no Estado quer nas instituições do país. Como vamos precisar de financiamento externo durante muitos anos, creio que é muito perigoso avançar por uma pseudo solução dessas”, disse o economista.
"Vamos ver o que acontece à Grécia. Julgo que vai ser um desastre."
Para o economista, "só há uma solução" para a crise das dívida que afeta Portugal: alcançar um excedente na balança de pagamentos.

Ora, o melhor "instrumento" para o fazer seria a "desvalorização cambial", que Portugal não pode utilizar por estar integrado na moeda única. Assim, Ferreira do Amaral defende que Portugal devia "sair do euro".
“A moeda única deixou de ser um projeto político viável. Havia uma condição para se manter viável: que nenhum país entrasse em incumprimento. A Grécia mata o euro como projeto político para a Europa”, disse Ferreira do Amaral.
Em declarações aos jornalistas, o presidente do Tribunal de Contas discordou deste opinião: “O euro é um projeto político com atualidade, que obriga a uma alteração estrutural da União Europeia”, disse Guilherme d’Oliveira Martins.
“Precisamos de um vice-presidente que assuma claramente as questões do governo económico da União”, disse Oliveira Martins.

 Notícia apresentada por: Filipe Esteves Nº9 11ºD

sábado, 12 de novembro de 2011




 A Alemanha aumentou suas exportações em 10,5% em setembro de 2011 frente ao mesmo mês do ano anterior, informou nesta terça-feira o Escritório Federal de Estatística (Destatis).

Nesse mês, a Alemanha exportou produtos e mercadorias no valor de 95 bilhões de euros, enquanto as importações se elevaram a 77,6 bilhões, com um aumento destas últimas de 11,6%, afirmaram os técnicos do Destatis.

Em relação ao mês de agosto, as exportações aumentaram 0,9%, enquanto as importações subiram 0,8%.

O Destatis assinalou que a balança comercial alemã registou em setembro deste ano um superavit de 17,4 bilhões de euros, enquanto no mesmo mês de 2010 foi de 16,5 bilhões.

Nos nove primeiros meses de 2011 as exportações alemãs somaram um volume total de 697,3 bilhões de euros e as importações se elevaram a 583,4 bilhões, com o que o superavit da balança comercial alcança 113,9 bilhões de euros.

 Notícia apresentada por: Carolina Barros Nº8

sábado, 5 de novembro de 2011




O défice da balança corrente reduziu-se em 23% nos primeiros oito meses deste ano face ao mesmo período de 2010, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

No final de Agosto, o défice da balança corrente situava-se nos 8.750 milhões de euros, quando em Agosto de 2010 estava nos 11.396 milhões.

Ainda segundo os números do BdP, a melhoria foi obtida graças à evolução das transacções de bens, que ficou menos negativa (um défice de 9.635 milhões de euros até Agosto deste ano, contra 11.725 milhões de euros no período homólogo de 2010), e de serviços, onde o excedente aumentou de 4302 milhões para 5023 milhões de euros.

Visto que a balança de capital também teve uma evolução positiva de 2010 para 2011, o défice da balança de pagamentos (corrente mais capital), ou seja, o défice externo da economia portuguesa, reduziu-se de 10.539 para 7.632 milhões de euros.

 Notícia apresentada por: Bernardo Santos Nº7

domingo, 30 de outubro de 2011

Défice da balança comercial portuguesa caiu em agosto segundo dados do INE 

 O défice comercial português diminuiu 33,7 por cento no terceiro trimestre do ano, para 3,3 mil milhões de euros, face a igual período do ano passado, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

As exportações portuguesas cresceram 13,9 por cento para 10,3 mil milhões de euros, enquanto as importações caíram 5,2 por cento para 13,6 mil milhões de euros, o que levou a que o saldo da balança comercial se desagravasse em cerca de 2 mil milhões de euros, face a idêntico período homólogo.

A taxa de cobertura das exportações pelas importações foi de 75,7 por cento, entre junho e agosto, tendo melhorado 12,7 pontos percentuais em relação à taxa verificada em igual período do ano anterior.

Segundo o INE, a melhoria do défice comercial português é explicada pela "recuperação registada no comércio intracomunitário".

Assim, as exportações para o demais países da União Europeia aumentaram 13 por cento no período em análise, para cerca de 7,6 mil milhões de euros, ao passo que as importações diminuíram sete por cento para aproximadamente 9,8 mil milhões de euros, de acordo com o INE.

Por sua vez, as trocas comerciais para fora da União Europeia evidenciaram um aumento das exportações nacionais em 16,6 por cento para cerca de 2,8 mil milhões de euros, enquanto as importações subiram 2,5 por cento para cerca de 3,9 mil milhões de euros.

No entanto, "excluindo os combustíveis e lubrificantes, verifica-se que as exportações aumentaram 19 por cento e as importações diminuíram 2,5 por cento, em comparação com igual período do ano anterior".

O saldo da balança comercial, com exclusão deste tipo de produtos, atingiu um excedente de 378,7 milhões de euros", concluiu o INE.

 Notícia apresentada por: Bernardo Rodrigues Nº6 11ºD

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Portugal melhora balança comercial em 1,6 mil milhões 

Portugal melhorou a sua balança comercial em 1,6 mil milhões nos primeiros seis meses deste ano quando comparado com o mesmo período de 2010, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.


A instituição estatística europeia refere que Portugal tinha entre janeiro e junho do ano passado um défice na balança comercial de 10,2 mil milhões de euros, reduzindo para 8,6 mil milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano.

A melhoria da balança comercial deve-se a um bom comportamento das exportações, que aumentaram 18 por cento, de janeiro a junho de 2011, e a um abrandamento no crescimento das exportações, que aumentaram 6 por cento no mesmo período, refere o Eurostat.

Na análise à contribuição dos vários estados-membros para as exportações da União Europeia, o Eurostat refere que Portugal contribuiu negativamente em 6,6 por cento entre junho e julho de 2011, passando de 900 milhões em junho para 800 milhões de euros em julho.

No que se refere às importações, contribuiu positivamente com um aumento de 5,9 por cento. Ou seja, Portugal teve, nos dois meses em análise, uma contribuição negativa para a balança comercial da União Europeia.

 Notícia apresentada por: Bárbara Esteves Nº5 11ºD

domingo, 16 de outubro de 2011





Presidente da Comissão Europeia desenhou uma proposta assente em cinco pilares para restaurar a estabilidade e crescimento da zona euro.
A Comissão Europeia (CE), liderada pelo português Durão Barroso, apresentou hoje um roteiro assente em cinco pilares com via a encontrar uma resposta abrangente destinada a restabelecer a confiança na zona euro e na União Europeia.
De acordo com um comunicado de imprensa, a CE revela que essa resposta visa "romper o círculo vicioso criado pelas dúvidas quanto à sustentabilidade da dívida pública, à estabilidade do sistema bancário e às perspectivas de crescimento da União Europeia (UE)."
No seguimento dos compromissos assumidos por Durão Barroso no seu discurso sobre o Estado da União, a Comissão refere que "identificou cinco domínios de acção interdependentes e que devem ser abordados conjuntamente o mais rapidamente possível".
Os cinco domínios em causa são: uma resposta determinada aos problemas na Grécia, o reforço das barreiras de protecção da zona euro contra a crise, uma abordagem coordenada do reforço da banca europeia, a adopção célere de políticas de estabilidade e de crescimento, e a definição de políticas de governação económica sólidas e integradas para o futuro.
"Este roteiro mostra-nos o caminho para a Europa poder sair da crise económica. As respostas reactivas e fragmentadas aos diferentes aspectos da crise já não são suficientes. Temos de conservar a nossa posição de liderança", referiu Barroso.
O líder da CE salienta que é imperativo que os Estados-membros cheguem a acordo no Conselho Europeu de 23 de Outubro e que "a confiança pode ser restabelecida se aplicarmos de imediato todos os elementos necessários para ultrapassar a crise. Só assim conseguiremos convencer os nossos cidadãos, os nossos parceiros a nível mundial e os mercados de que dispomos das soluções para os desafios com que todas as economias se deparam."
O roteiro hoje apresentado pela CE será apresentado no Conselho Europeu e na cimeira da zona euro de 23 de Outubro de 2011.
  Linhas de actuação do roteiro da CE
1.    Uma acção determinada em relação à Grécia - para dissipar quaisquer dúvidas quanto à sustentabilidade económica do país. Essa acção deve contemplar o desembolso da sexta parcela, um segundo programa de ajustamento assente num financiamento adequado, com o envolvimento do sector público e do sector privado, assim como a continuação do apoio prestado pela task force da Comissão.

2.A conclusão das intervenções na zona euro - designadamente tornando operacionais as decisões aprovadas em 21 de Julho de 2011, maximizando a eficácia do FEEF, antecipando o lançamento do Mecanismo Europeu de Estabilidade para meados de 2012 e disponibilizando liquidez suficiente através do Banco Central Europeu.

3. Uma abordagem plenamente coordenada para reforçar os bancos europeus - com base numa reavaliação efectuada pelas autoridades de supervisão, mediante a fixação, numa base temporária, de uma rácio de fundos próprios consideravelmente mais elevado e que englobe capitais de muito boa qualidade, após contabilização da exposição. Os bancos devem utilizar primariamente as fontes privadas de capital, devendo os governos nacionais prestar apoio se necessário. Caso este apoio não seja possível, a recapitalização deve ser financiada através de empréstimos do FEEF. Em caso de recapitalização, as autoridades nacionais de supervisão impedirão os bancos em causa de distribuir dividendos ou prémios.

4. Acelerar a aplicação de políticas favoráveis ao crescimento e à estabilidade - incluindo a rápida implementação dos compromissos assumidos em matéria de serviços, energia e acordos de comércio livre; adopção acelerada das propostas já apresentadas para favorecer o crescimento, designadamente as iniciativas fiscais, e tornar mais célere a adopção de propostas futuras, em especial das destinadas a alargar os benefícios do mercado único, e investimentos direccionados, a nível da União Europeia, incluindo através de obrigações associadas a projectos («project bonds»).

5. Edificar uma governação económica sólida e integrada para o futuro, com base nos tratados em vigor (artigo 136.º), reforçando a abordagem comunitária. Com base nas medidas reforçadas de governação económica (o denominado «pacote de seis medidas») e no Semestre Europeu, já aprovados, as propostas deverão integrar o Mecanismo Europeu de Estabilidade e o Pacto de Estabilidade e Crescimento no mesmo sistema de governação, plenamente integrado, de modo a aumentar a sua coerência e eficácia. Esta medida outorgará novas competências à Comissão/Conselho para intervir na elaboração dos orçamentos nacionais e acompanhar a sua execução. Deve ser previsto um aprofundamento da cooperação em todos os casos em que, de outro modo, a adopção de uma acção decisiva seria entravada.

 Notícia apresentada por: Afonso Bento Nº4 11ºD

sexta-feira, 7 de outubro de 2011




O investimento realizado em três SCUT foi contabilizado na sua totalidade no universo das Administrações Públicas em 2010. A partir deste ano, essas três Parcerias Público-Privadas passam a constituir apenas uma receita, correspondente à cobrança de portagens, beneficiando assim o saldo das contas públicas.

O efeito negativo que a cobrança de portagens teve no défice das contas públicas de 2010 é um acontecimento único. Tem o resultado equivalente a uma despesa extraordinária mas com a vantagem de se repercutir positivamente nos anos futuros, por via da entrada das receitas de portagens.

Como a óptica de apuramento das contas por parte da Comissão Europeia é a da Contabilidade Nacional, mesmo que o Estado tenha de compensar os parceiros privados nos próximos anos, isso não é inscrito no défice porque, em princípio, já o foi por via da contabilização, em 2010, do investimento realizado nessas três auto-estradas.

Esta explicação pode ser encontrada no comunicado hoje divulgado pelo INE.

“Uma vez que as portagens constituem receita das Administrações Públicas, os activos integrados nestes contratos são considerados investimento das Administrações Públicas, afectando em consequência a respectiva necessidade de financiamento”, ou seja, o défice público, explica o INE.

O efeito simétrico à contabilização do investimento em 2010 é a não contabilização “dos pagamentos futuros das Administrações Públicas que visam compensar a contraparte privada nestes contratos pelo investimento realizado”, acrescenta o INE.

Isto acontece porque se estão a apurar as contas na óptica da Contabilidade Nacional (compromissos) e não da Contabilidade Pública (basicamente uma regra de pagamentos e recebimentos e que é a utilizada no Orçamento0 do Estado que é entregue à Assembleia da República).

Ou seja, conclui o INE, “com esta alteração, ao aumento do défice no passado está associado o efeito da redução do défice no futuro comparativamente ao que aconteceria caso estes contratos fossem tratados como PPP”.

De acordo com os princípios clarificados pelo Eurostat, a cobrança de portagens nas Scut obriga à contabilização do investimento nas contras públicas – aumentando o défice – desde que essas portagens correspondam a mais de 50% do custo do serviço prestado.

A inscrição do investimento nas contas públicas reduz os encargos futuros numa óptica de contabilidade nacional mas não de tesouraria, uma vez que o Estado terá sempre de compensar os privados na diferença face ao investimento realizado.
Daqui se conclui que, caso o Governo tivesse avançado com as novas portagens nas Scut – que foram adiadas por causa das eleições -, o défice deste ano seria negativamente afectado num valor equivalente ao investimento actualizado nelas realizado.

 Notícia apresentada por: Afonso Soares Nº3 11ºD

sábado, 1 de outubro de 2011


   
O Parlamento grego aprovou ontem em caráter de urgência um impopular imposto imobiliário como parte das medidas de austeridade impostas pela União Europeia, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Central com vistas ao cumprimento das metas de redução de deficit público.


A aprovação era necessária para que fosse liberada uma parcela de 8 bilhões de euros, parte ainda do primeiro pacote de ajuda à Grécia, de maio do ano passado. Sem a nova parcela, o país provavelmente entraria em default. 


Mas provocou novos protestos no país, que há pelo menos um ano convive com cortes de salários e anúncios de novos impostos. Cerca de 70% da população é proprietária de imóveis. 


De acordo com o jornal britânico "Financial Times", o governo espera recolher com o imposto 2,4 bilhões de euros --o equivalente a 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto)-- por ano até 2014. Ele será coletado por meio das contas de luz, e quem não pagar corre o risco de ter suspenso o fornecimento de energia. 

Taxistas, motoristas de ônibus e operadores de trem preparam uma greve de 24 horas para hoje --a segunda nesta semana. Metroviários e ferroviários também ameaçam parar, o que deve deixar o trânsito ainda mais caótico em Atenas, a capital grega.  

 Notícia apresentada pelo aluno: Afonso Limão Nº2 11ºD 

sábado, 24 de setembro de 2011



Com receios do fantasma da Grécia, Pedro Passos Coelho justifica os quatro aumentos de impostos que o Governo impôs. O primeiro-ministro lembra a "impossibilidade de Portugal falhar", logo no início do programa de ajustamento. “Se não tivéssemos seguido este caminho, seríamos associados à realidade grega”, explicou.
 Passos Coelho, que em campanha eleitoral afirmara que conseguir receita através do 13.º mês “seria um disparate”, acabou por tomar esta medida. Confrontado com esta aparente contradição, o chefe de Governo esclarece que não restava alternativa.
“Se não tivéssemos seguido esse caminho, seríamos associados à realidade da Grécia. E logo no início de um programa de ajustamento, nós teríamos falhado, o que eu não aceito. Preferi confrontar os portugueses com medidas que seriam impensáveis, por nós”, revelou, em entrevista à RTP.
As medidas do lado da receita foram aplicadas em virtude da urgência de meios financeiros que pudessem dar uma resposta a uma realidade que surpreendeu Passos Coelho.
“Quando chegámos ao Governo, reparámos que havia um desvio de dois mil milhões de euros. E esse dado novo levou a que o executivo tivesse de tomar medidas do lado da receita”, uma vez que o executivo “necessitava de receitas imediatas”, refere.
Porque “há despesas que não se conseguem baixar instantaneamente”, o executivo necessitará de reestruturar as áreas da Saúde, Educação e Segurança Social.
“Estas áreas – quando adicionadas aos salários – representam praticamente a totalidade dos impostos e contribuições para a Segurança Social que cobramos. Nesse sentido, toda a restante despesa é défice e não o podemos ter”, sustenta.
Em 2012, haverá “o aumento de impostos que está programado no memorando de entendimento da troika”, que envolve a restruturação do IVA e a necessidade de certos escalões terem menos deduções. O ajustamento do défice “será feito pelo lado da despesa”.

sexta-feira, 10 de junho de 2011


2011-06-07

Os bancos estrangeiros a actuar em Portugal têm evitado maiores constrangimentos do financiamento à economia portuguesa, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal.
Segundo o documento divulgado esta terça-feira, apesar dos constrangimentos ao financiamento dos bancos nos mercados internacionais, o reflexo dessas dificuldades no crédito à economia tem "acontecido de forma bastante gradual".
Para isso, tem contribuído o recurso dos bancos portugueses ao financiamento do Banco Central Europeu mas também aos bancos estrangeiros com actividade em Portugal.
"A actuação de bancos não domésticos residentes em Portugal tem permitido mitigar uma desalavancagem mais forte por parte dos bancos domésticos, contribuindo assim para uma maior estabilidade da oferta de crédito na economia. Dada a necessidade de reduzir o financiamento junto do BCE, estes bancos poderão continuar a desempenhar um papel especialmente relevante no processo de desalavancagem da economia portuguesa", lê-se no Relatório de Estabilidade Financeira, hoje divulgado.
Segundo o Banco de Portugal, o facto de estas instituições fazerem parte de grandes grupos internacionais leva a que estas tenham uma "situação mais facilitada em termos de liquidez", uma vez que podem recorrer às casas-mãe, precisando menos de recorrer ao financiamento da instituição liderada por Jean-Claude Trichet.
Apesar da maior facilidade destas instituições em conceder crédito à economia portuguesa, este ainda continua a ser diminuto.


Fonte: Jornal de notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1872478

Notícia apresentada por: Ricardo Pereira

terça-feira, 7 de junho de 2011

Jornal de Negócios

26 Maio 2011 | 18:15

Os produtos de poupança PPR e PPA atingiram, no seu conjunto, um valor recorde de 17 mil milhões de euros no ano passado.


O investimento em PPR cresceu 9,6% em 2010 reflectindo a preocupação dos portugueses com o futuro e a reforma, segundo o relatório anual da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP).


O documento destaca que os produtos de poupança - Planos de Poupança Reforma (PPR) e Planos de Poupança em Acções (PPA) atingiram, no seu conjunto, um valor recorde de 17 mil milhões de euros (mais 9,1% do que no ano anterior).


No entanto, o comportamento destes produtos foi distinto: enquanto os PPR têm mantido uma tendência crescente, atingindo 16,9 mil milhões de euros, os PPA têm vindo lentamente a decrescer desde 2006 e caíram 35,5% em 2010.


A APFIPP destaca que o investimento crescente em PPR resulta de uma consciencialização "no que respeita à necessidade de poupar para a reforma" já que os estudos demonstram que os portugueses terão cortes significativos no rendimento quando deixarem a vida activa.


Os PPR constituídos sob a forma de Seguro representavam 90% do valor total (15,2 mil milhões de euros).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

                                                 Fernado Nogueira lidera o ISP.

O relatório do Instituto de Seguros de Portugal refere que o aumento das seguradoras em dívida pública triplicou. 

As seguradoras portuguesas triplicaram os seus investimentos em títulos de dívida pública nacional, no ano passado, refere o relatório do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), hoje divulgado em Diário da República.

No entanto, o valor de mercado desses activos caiu 11%, adianta o mesmo documento, sem especificar montantes.

"Os activos das empresas de seguros sujeitas à supervisão do ISP aumentaram 1,4 % em 2010, face ao ano anterior. As aplicações continuam a reger-se por princípios de segurança e rendibilidade adequados ao carácter das responsabilidades assumidas, mantendo-se os títulos de dívida como a categoria mais representativa (78,7 % do total).

No entanto, apesar da manutenção da importância relativa desta categoria no total de activos, constatou-se uma alteração na sua composição, na medida em que o investimento em obrigações privadas se contraiu em 5,7 %, enquanto o investimento em dívida pública aumentou 4,6 %.

Em particular, o investimento em dívida nacional (valor nominal) triplicou face ao ano anterior, ao mesmo tempo que o valor de mercado destes instrumentos decresceu cerca de 11 %", refere o ISP.

De acordo com o mesmo relatório, também os fundos de pensões nacionais aumentaram de forma significativa o seu investimento em dívida pública portuguesa, ao longo de 2010.

"Tal como já anteriormente identificado no caso do sector segurador, também nos fundos de pensões se constatou, ao longo do ano, uma tendência para o incremento do investimento em títulos de dívida pública,
cujo montante (em valor nominal) aumentou cerca de 54 %", especifica o documento.


O ISP lembra que os operadores do mercado segurador e fundos de pensões "figuram entre os mais relevantes investidores institucionais nacionais, detendo exposições significativas a títulos de dívida pública e uma elevada concentração no sector financeiro".

Assim, num contexto de subida das ‘yields' associadas a estes títulos, "poderá ocorrer uma desvalorização dos activos detidos em balanço, com impacto directo nos rácios de capital".

 Apresentado por: Tiago Oliveira Nº24 10ºD



terça-feira, 10 de maio de 2011


O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos.

"Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos Estados Unidos", sublinha ainda o documento.

O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus.

Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.

"Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos.

Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários. publicado 15:36 22 Maio 2008
Notícia apresentada por: Afonso Pedroso Nº1 10ºD
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=147971&visual=3&layout=10

terça-feira, 3 de maio de 2011

     Bruxelas


       "Haverá dinheiro para Portugal" 
Fonte comunitária garante que haverá dinheiro para Portugal, apesar das dificuldades políticas que têm surgido em países como a Finlândia.
Os negociadores internacionais têm estado a "trabalhar duramente" em Lisboa numa "atmosfera de grande cooperação" com as autoridades e outras entidades portuguesas, sublinharam hoje, em Bruxelas, fontes comunitárias.
As mesmas fontes voltaram a estimar em cerca de 80 mil milhões de euros o nível da ajuda que deverá ser concedido pelos fundos de resgate europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Haverá dinheiro para Portugal", realçaram as fontes, acrescentando que a determinação em ajudar tem sido expressa nas conclusões de vários Conselhos Europeus (reunião de chefes de Estado e de Governo).
Em Bruxelas não se nega a existência de dificuldades nas conversações, mas mantém-se o objectivo de acabar as negociações "o mais depressa possível", a tempo de os ministros das Finanças da Zona Euro poderem tomar uma decisão sobre o resgate a Portugal na reunião que vão ter em Bruxelas a 16 de Maio próximo.
As fontes voltaram a recordar a necessidade de se assegurar a "continuidade" no acordo depois das eleições de 5 de Junho, sendo por isso "essencial" que o compromisso seja "claro".
O apoio dos principais partidos políticos portugueses é classificado como o "elemento determinante" que tem de ser "suficientemente convincente".
A 'troika' composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia iniciou na segunda-feira da semana passada as negociações com os responsáveis portugueses para delinear um plano de ajuda financeira a Portugal, após o pedido feito pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de Abril.

Económico com Lusa  
27/04/11 15:00
 Notícia apresentada por: Afonso Limão Nº2 10ºD

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fitch avisa que cortará rating de Portugal se FMI não vier

 


Depois de ontem ter insistido na inevitabilidade de uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos próximos meses em Portugal, a Fitch deixa hoje claro que, se tal não acontecer, cortará o rating da República, como sucedeu no dia seguinte ao chumbo do PEC IV no Parlamento e à demissão de José Sócrates.

Numa nota publicada hoje pela agência sobre as implicações do acordo assumido entre os Vinte e Sete no Conselho Europeu da semana passada, a Fitch diz que será “improvável” que daqui resulte uma melhoria das condições de financiamento dos países periféricos da zona euro, adiada que ficou para Junho a formalização de um documento sobre alterações ao fundo de socorro do euro (EFSF) e o funcionamento do mecanismo europeu de estabilização (ESM), que o substituirá a partir de 2013.

Sobre Portugal, a Fitch lembra que ficou claro que o país – reavaliado pela agência de A+ para A- no dia de arranque do Conselho Europeu, a 24 de Março – “não foi mencionado nas conclusões da cimeira, contrastando com o elogio que o Governo do país recebeu na reunião do Eurogrupo a 11 de Março, pelas medidas financeiras e estruturais adicionais”, nesse dia anunciadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

Se a cimeira de quinta e sexta-feira representou “um passo em frente na resposta política à actual crise e à implementação de um regime permanente de ‘resolução da crise’”, nota a Fitch, “só a conjugação de uma recuperação económica sustentada e a consolidação orçamental vão dar confiança firmemente para a solvência a longo prazo” de Portugal, Espanha, Grécia ou Irlanda, referidos indirectamente pela agência quando fala nos países periféricos da zona euro.

E o facto de a cimeira também não ter melhorado as perspectivas de que este grupo vai garantir o acesso aos mercados de crédito a partir de 2013, não contribuiu para a estabilização do perfil destes países perante os mercados de crédito e para os seus ratings.

Para além do caso português, a Fitch chama a atenção para a situação irlandesa (actualmente avaliada pela agência em BBB+), sublinhando ser também facto de preocupação o falhanço de Dublin nas negociações com a União Europeia para reduzir os juros a pagar pelo montante emprestado ao país quando foi socorrido, em Novembro.

Espanha, com a notação AA+, mantém-se em perspectiva negativa, o que quer dizer que a Fitch pode vir a baixar o rating da dívida soberana do país vizinho, a qual dependerá da evolução do programa de reestruturação do seu sector bancário.

Quanto à Grécia, lembra que o Atenas conseguiu uma redução de cem pontos base na margem dos juros e a extensão dos prazos de empréstimo, uma confirmação do “forte empenhamento político [europeu] em relação ao programa grego” de austeridade. Mas sublinha: a dívida soberana da Grécia “a curto e médio prazo” continua sob pressão.

 Notícia Apresentada por: Afonso Soares Nº3 10ºD

domingo, 27 de março de 2011

 


Depois de a comunicar a Cavaco Silva, num encontro em Belém após o chumbo do quarto Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC 4), José Sócrates disse, já em São Bento, que a Oposição "retirou todas as condições para o Governo continuar".
Por isso, Sócrates confirmou que pediu a demissão a Cavaco.

"Sempre alertei para as consequências negativas de um intervenção externa. Há toda uma diferença entre um País que resolve os seus problemas e um País que tem de pedir ajuda externa por não conseguir resolver os seus próprios problemas", disse Sócrates.
O primeiro-ministro lembrou a postura do Governo nos últimos dias, à procura de um entendimento quanto ao PEC4: "Foi por isso que mantive até ao último minuto o esforço de dialogar com todos. Ao longo destes dias fiz inúmeros apelos à responsabilidade. Lamento ter sido o único a fazer esse apelo e lamento ainda mais que nenhuma política tenha respondido a esse apelo", disse.
"Estou a cumprir o meu dever", sublinhou José Sócrates, garantindo que "o Governo vai cumprir o seu dever dentro das suas competências de governo de gestão".
"A crise política só pode ser resolvida pela decisão soberana dos portugueses", sustentou.
Sócrates acusou ainda o PSD de "sofreguidão do poder" e foi mais longe: "Há quem não hesite em enfraquecer as instituições portugueses. Há quem não hesite em colocar o interesse político acima do interesse nacional."
O líder do PS deixou ainda uma palavra de esperança, considerando que será possível ultrapassar as contrariedades. Ainda assim, reconheceu que "esta crise surgiu no pior dos momentos".
"Confio nos portugueses e no seu julgamento. Confio em Portugal", foram as suas últimas palavras.

 Notícia apresentada por: Afonso Bento Nº4 10ºD