O investimento realizado em três SCUT foi contabilizado na sua totalidade no universo das Administrações Públicas em 2010. A partir deste ano, essas três Parcerias Público-Privadas passam a constituir apenas uma receita, correspondente à cobrança de portagens, beneficiando assim o saldo das contas públicas.
O efeito negativo que a cobrança de portagens teve no défice das contas públicas de 2010 é um acontecimento único. Tem o resultado equivalente a uma despesa extraordinária mas com a vantagem de se repercutir positivamente nos anos futuros, por via da entrada das receitas de portagens.
Como a óptica de apuramento das contas por parte da Comissão Europeia é a da Contabilidade Nacional, mesmo que o Estado tenha de compensar os parceiros privados nos próximos anos, isso não é inscrito no défice porque, em princípio, já o foi por via da contabilização, em 2010, do investimento realizado nessas três auto-estradas.
Esta explicação pode ser encontrada no comunicado hoje divulgado pelo INE.
“Uma vez que as portagens constituem receita das Administrações Públicas, os activos integrados nestes contratos são considerados investimento das Administrações Públicas, afectando em consequência a respectiva necessidade de financiamento”, ou seja, o défice público, explica o INE.
O efeito simétrico à contabilização do investimento em 2010 é a não contabilização “dos pagamentos futuros das Administrações Públicas que visam compensar a contraparte privada nestes contratos pelo investimento realizado”, acrescenta o INE.
Isto acontece porque se estão a apurar as contas na óptica da Contabilidade Nacional (compromissos) e não da Contabilidade Pública (basicamente uma regra de pagamentos e recebimentos e que é a utilizada no Orçamento0 do Estado que é entregue à Assembleia da República).
Ou seja, conclui o INE, “com esta alteração, ao aumento do défice no passado está associado o efeito da redução do défice no futuro comparativamente ao que aconteceria caso estes contratos fossem tratados como PPP”.
De acordo com os princípios clarificados pelo Eurostat, a cobrança de portagens nas Scut obriga à contabilização do investimento nas contras públicas – aumentando o défice – desde que essas portagens correspondam a mais de 50% do custo do serviço prestado.
A inscrição do investimento nas contas públicas reduz os encargos futuros numa óptica de contabilidade nacional mas não de tesouraria, uma vez que o Estado terá sempre de compensar os privados na diferença face ao investimento realizado.
Daqui se conclui que, caso o Governo tivesse avançado com as novas portagens nas Scut – que foram adiadas por causa das eleições -, o défice deste ano seria negativamente afectado num valor equivalente ao investimento actualizado nelas realizado.
O efeito negativo que a cobrança de portagens teve no défice das contas públicas de 2010 é um acontecimento único. Tem o resultado equivalente a uma despesa extraordinária mas com a vantagem de se repercutir positivamente nos anos futuros, por via da entrada das receitas de portagens.
Como a óptica de apuramento das contas por parte da Comissão Europeia é a da Contabilidade Nacional, mesmo que o Estado tenha de compensar os parceiros privados nos próximos anos, isso não é inscrito no défice porque, em princípio, já o foi por via da contabilização, em 2010, do investimento realizado nessas três auto-estradas.
Esta explicação pode ser encontrada no comunicado hoje divulgado pelo INE.
“Uma vez que as portagens constituem receita das Administrações Públicas, os activos integrados nestes contratos são considerados investimento das Administrações Públicas, afectando em consequência a respectiva necessidade de financiamento”, ou seja, o défice público, explica o INE.
O efeito simétrico à contabilização do investimento em 2010 é a não contabilização “dos pagamentos futuros das Administrações Públicas que visam compensar a contraparte privada nestes contratos pelo investimento realizado”, acrescenta o INE.
Isto acontece porque se estão a apurar as contas na óptica da Contabilidade Nacional (compromissos) e não da Contabilidade Pública (basicamente uma regra de pagamentos e recebimentos e que é a utilizada no Orçamento0 do Estado que é entregue à Assembleia da República).
Ou seja, conclui o INE, “com esta alteração, ao aumento do défice no passado está associado o efeito da redução do défice no futuro comparativamente ao que aconteceria caso estes contratos fossem tratados como PPP”.
De acordo com os princípios clarificados pelo Eurostat, a cobrança de portagens nas Scut obriga à contabilização do investimento nas contras públicas – aumentando o défice – desde que essas portagens correspondam a mais de 50% do custo do serviço prestado.
A inscrição do investimento nas contas públicas reduz os encargos futuros numa óptica de contabilidade nacional mas não de tesouraria, uma vez que o Estado terá sempre de compensar os privados na diferença face ao investimento realizado.
Daqui se conclui que, caso o Governo tivesse avançado com as novas portagens nas Scut – que foram adiadas por causa das eleições -, o défice deste ano seria negativamente afectado num valor equivalente ao investimento actualizado nelas realizado.
Notícia apresentada por: Afonso Soares Nº3 11ºD


