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sexta-feira, 10 de junho de 2011


2011-06-07

Os bancos estrangeiros a actuar em Portugal têm evitado maiores constrangimentos do financiamento à economia portuguesa, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal.
Segundo o documento divulgado esta terça-feira, apesar dos constrangimentos ao financiamento dos bancos nos mercados internacionais, o reflexo dessas dificuldades no crédito à economia tem "acontecido de forma bastante gradual".
Para isso, tem contribuído o recurso dos bancos portugueses ao financiamento do Banco Central Europeu mas também aos bancos estrangeiros com actividade em Portugal.
"A actuação de bancos não domésticos residentes em Portugal tem permitido mitigar uma desalavancagem mais forte por parte dos bancos domésticos, contribuindo assim para uma maior estabilidade da oferta de crédito na economia. Dada a necessidade de reduzir o financiamento junto do BCE, estes bancos poderão continuar a desempenhar um papel especialmente relevante no processo de desalavancagem da economia portuguesa", lê-se no Relatório de Estabilidade Financeira, hoje divulgado.
Segundo o Banco de Portugal, o facto de estas instituições fazerem parte de grandes grupos internacionais leva a que estas tenham uma "situação mais facilitada em termos de liquidez", uma vez que podem recorrer às casas-mãe, precisando menos de recorrer ao financiamento da instituição liderada por Jean-Claude Trichet.
Apesar da maior facilidade destas instituições em conceder crédito à economia portuguesa, este ainda continua a ser diminuto.


Fonte: Jornal de notícias
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1872478

Notícia apresentada por: Ricardo Pereira

terça-feira, 7 de junho de 2011

Jornal de Negócios

26 Maio 2011 | 18:15

Os produtos de poupança PPR e PPA atingiram, no seu conjunto, um valor recorde de 17 mil milhões de euros no ano passado.


O investimento em PPR cresceu 9,6% em 2010 reflectindo a preocupação dos portugueses com o futuro e a reforma, segundo o relatório anual da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP).


O documento destaca que os produtos de poupança - Planos de Poupança Reforma (PPR) e Planos de Poupança em Acções (PPA) atingiram, no seu conjunto, um valor recorde de 17 mil milhões de euros (mais 9,1% do que no ano anterior).


No entanto, o comportamento destes produtos foi distinto: enquanto os PPR têm mantido uma tendência crescente, atingindo 16,9 mil milhões de euros, os PPA têm vindo lentamente a decrescer desde 2006 e caíram 35,5% em 2010.


A APFIPP destaca que o investimento crescente em PPR resulta de uma consciencialização "no que respeita à necessidade de poupar para a reforma" já que os estudos demonstram que os portugueses terão cortes significativos no rendimento quando deixarem a vida activa.


Os PPR constituídos sob a forma de Seguro representavam 90% do valor total (15,2 mil milhões de euros).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

                                                 Fernado Nogueira lidera o ISP.

O relatório do Instituto de Seguros de Portugal refere que o aumento das seguradoras em dívida pública triplicou. 

As seguradoras portuguesas triplicaram os seus investimentos em títulos de dívida pública nacional, no ano passado, refere o relatório do Instituto de Seguros de Portugal (ISP), hoje divulgado em Diário da República.

No entanto, o valor de mercado desses activos caiu 11%, adianta o mesmo documento, sem especificar montantes.

"Os activos das empresas de seguros sujeitas à supervisão do ISP aumentaram 1,4 % em 2010, face ao ano anterior. As aplicações continuam a reger-se por princípios de segurança e rendibilidade adequados ao carácter das responsabilidades assumidas, mantendo-se os títulos de dívida como a categoria mais representativa (78,7 % do total).

No entanto, apesar da manutenção da importância relativa desta categoria no total de activos, constatou-se uma alteração na sua composição, na medida em que o investimento em obrigações privadas se contraiu em 5,7 %, enquanto o investimento em dívida pública aumentou 4,6 %.

Em particular, o investimento em dívida nacional (valor nominal) triplicou face ao ano anterior, ao mesmo tempo que o valor de mercado destes instrumentos decresceu cerca de 11 %", refere o ISP.

De acordo com o mesmo relatório, também os fundos de pensões nacionais aumentaram de forma significativa o seu investimento em dívida pública portuguesa, ao longo de 2010.

"Tal como já anteriormente identificado no caso do sector segurador, também nos fundos de pensões se constatou, ao longo do ano, uma tendência para o incremento do investimento em títulos de dívida pública,
cujo montante (em valor nominal) aumentou cerca de 54 %", especifica o documento.


O ISP lembra que os operadores do mercado segurador e fundos de pensões "figuram entre os mais relevantes investidores institucionais nacionais, detendo exposições significativas a títulos de dívida pública e uma elevada concentração no sector financeiro".

Assim, num contexto de subida das ‘yields' associadas a estes títulos, "poderá ocorrer uma desvalorização dos activos detidos em balanço, com impacto directo nos rácios de capital".

 Apresentado por: Tiago Oliveira Nº24 10ºD



terça-feira, 10 de maio de 2011


O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos.

"Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos Estados Unidos", sublinha ainda o documento.

O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus.

Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.

"Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos.

Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários. publicado 15:36 22 Maio 2008
Notícia apresentada por: Afonso Pedroso Nº1 10ºD
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=147971&visual=3&layout=10

terça-feira, 3 de maio de 2011

     Bruxelas


       "Haverá dinheiro para Portugal" 
Fonte comunitária garante que haverá dinheiro para Portugal, apesar das dificuldades políticas que têm surgido em países como a Finlândia.
Os negociadores internacionais têm estado a "trabalhar duramente" em Lisboa numa "atmosfera de grande cooperação" com as autoridades e outras entidades portuguesas, sublinharam hoje, em Bruxelas, fontes comunitárias.
As mesmas fontes voltaram a estimar em cerca de 80 mil milhões de euros o nível da ajuda que deverá ser concedido pelos fundos de resgate europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Haverá dinheiro para Portugal", realçaram as fontes, acrescentando que a determinação em ajudar tem sido expressa nas conclusões de vários Conselhos Europeus (reunião de chefes de Estado e de Governo).
Em Bruxelas não se nega a existência de dificuldades nas conversações, mas mantém-se o objectivo de acabar as negociações "o mais depressa possível", a tempo de os ministros das Finanças da Zona Euro poderem tomar uma decisão sobre o resgate a Portugal na reunião que vão ter em Bruxelas a 16 de Maio próximo.
As fontes voltaram a recordar a necessidade de se assegurar a "continuidade" no acordo depois das eleições de 5 de Junho, sendo por isso "essencial" que o compromisso seja "claro".
O apoio dos principais partidos políticos portugueses é classificado como o "elemento determinante" que tem de ser "suficientemente convincente".
A 'troika' composta pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia iniciou na segunda-feira da semana passada as negociações com os responsáveis portugueses para delinear um plano de ajuda financeira a Portugal, após o pedido feito pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de Abril.

Económico com Lusa  
27/04/11 15:00
 Notícia apresentada por: Afonso Limão Nº2 10ºD

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fitch avisa que cortará rating de Portugal se FMI não vier

 


Depois de ontem ter insistido na inevitabilidade de uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos próximos meses em Portugal, a Fitch deixa hoje claro que, se tal não acontecer, cortará o rating da República, como sucedeu no dia seguinte ao chumbo do PEC IV no Parlamento e à demissão de José Sócrates.

Numa nota publicada hoje pela agência sobre as implicações do acordo assumido entre os Vinte e Sete no Conselho Europeu da semana passada, a Fitch diz que será “improvável” que daqui resulte uma melhoria das condições de financiamento dos países periféricos da zona euro, adiada que ficou para Junho a formalização de um documento sobre alterações ao fundo de socorro do euro (EFSF) e o funcionamento do mecanismo europeu de estabilização (ESM), que o substituirá a partir de 2013.

Sobre Portugal, a Fitch lembra que ficou claro que o país – reavaliado pela agência de A+ para A- no dia de arranque do Conselho Europeu, a 24 de Março – “não foi mencionado nas conclusões da cimeira, contrastando com o elogio que o Governo do país recebeu na reunião do Eurogrupo a 11 de Março, pelas medidas financeiras e estruturais adicionais”, nesse dia anunciadas pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

Se a cimeira de quinta e sexta-feira representou “um passo em frente na resposta política à actual crise e à implementação de um regime permanente de ‘resolução da crise’”, nota a Fitch, “só a conjugação de uma recuperação económica sustentada e a consolidação orçamental vão dar confiança firmemente para a solvência a longo prazo” de Portugal, Espanha, Grécia ou Irlanda, referidos indirectamente pela agência quando fala nos países periféricos da zona euro.

E o facto de a cimeira também não ter melhorado as perspectivas de que este grupo vai garantir o acesso aos mercados de crédito a partir de 2013, não contribuiu para a estabilização do perfil destes países perante os mercados de crédito e para os seus ratings.

Para além do caso português, a Fitch chama a atenção para a situação irlandesa (actualmente avaliada pela agência em BBB+), sublinhando ser também facto de preocupação o falhanço de Dublin nas negociações com a União Europeia para reduzir os juros a pagar pelo montante emprestado ao país quando foi socorrido, em Novembro.

Espanha, com a notação AA+, mantém-se em perspectiva negativa, o que quer dizer que a Fitch pode vir a baixar o rating da dívida soberana do país vizinho, a qual dependerá da evolução do programa de reestruturação do seu sector bancário.

Quanto à Grécia, lembra que o Atenas conseguiu uma redução de cem pontos base na margem dos juros e a extensão dos prazos de empréstimo, uma confirmação do “forte empenhamento político [europeu] em relação ao programa grego” de austeridade. Mas sublinha: a dívida soberana da Grécia “a curto e médio prazo” continua sob pressão.

 Notícia Apresentada por: Afonso Soares Nº3 10ºD

domingo, 27 de março de 2011

 


Depois de a comunicar a Cavaco Silva, num encontro em Belém após o chumbo do quarto Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC 4), José Sócrates disse, já em São Bento, que a Oposição "retirou todas as condições para o Governo continuar".
Por isso, Sócrates confirmou que pediu a demissão a Cavaco.

"Sempre alertei para as consequências negativas de um intervenção externa. Há toda uma diferença entre um País que resolve os seus problemas e um País que tem de pedir ajuda externa por não conseguir resolver os seus próprios problemas", disse Sócrates.
O primeiro-ministro lembrou a postura do Governo nos últimos dias, à procura de um entendimento quanto ao PEC4: "Foi por isso que mantive até ao último minuto o esforço de dialogar com todos. Ao longo destes dias fiz inúmeros apelos à responsabilidade. Lamento ter sido o único a fazer esse apelo e lamento ainda mais que nenhuma política tenha respondido a esse apelo", disse.
"Estou a cumprir o meu dever", sublinhou José Sócrates, garantindo que "o Governo vai cumprir o seu dever dentro das suas competências de governo de gestão".
"A crise política só pode ser resolvida pela decisão soberana dos portugueses", sustentou.
Sócrates acusou ainda o PSD de "sofreguidão do poder" e foi mais longe: "Há quem não hesite em enfraquecer as instituições portugueses. Há quem não hesite em colocar o interesse político acima do interesse nacional."
O líder do PS deixou ainda uma palavra de esperança, considerando que será possível ultrapassar as contrariedades. Ainda assim, reconheceu que "esta crise surgiu no pior dos momentos".
"Confio nos portugueses e no seu julgamento. Confio em Portugal", foram as suas últimas palavras.

 Notícia apresentada por: Afonso Bento Nº4 10ºD

domingo, 20 de março de 2011




16/03/11 15:25

A probabilidade de Portugal pedir ajuda externa é de 60%, segundo 45 economistas sondados pela Reuters.
A ‘poll' foi realizada já depois de Teixeira dos Santos ter afirmado, esta manhã no Parlamento, que a não viabilização das últimas medidas de austeridade poderá empurrar Portugal para um pedido de auxílio externo.
Os 45 economistas sondados pela agência Reuters atribuem uma probabilidade de 60% de Portugal seguir os passos da Grécia e da Irlanda e pedir também o recurso ao fundo europeu. A maioria destes especialistas acredita que Portugal vai recorrer a Bruxelas e ao FMI até ao próximo mês de Junho.
À semelhança de sondagens anteriores, o cenário de Espanha também pedir ajuda é dado como pouco provável: a probabilidade é de 18%.
A pressão sob Portugal intensificou-se nos últimos dias, perante a iminência de uma crise política e depois também de a agência Moody's ter cortado em dois níveis o ‘rating' do País.

 Notícia apresentada por: Bárbara Esteves Nº5 10ºD
 Fonte : (Económico)   http://economico.sapo.pt/noticias/reuters-mercado-espera-resgate-a-portugal-ate-junho_113542.html

domingo, 6 de março de 2011


A inflação em Portugal chegou aos 1,4% nos 12 meses terminados em Dezembro, enquanto a da zona euro se situou nos 1,6%, segundo dados divulgados hoje, sexta-feira, pelo Eurostat.
Já a inflação em Dezembro face a Novembro foi de 0,6% na zona euro e na União Europeia, enquanto em Portugal se situou nos 0,4%.

Segundo o gabinete de estatística europeu, os preços nos países que usam a moeda única subiram 2,2% em Dezembro face ao mesmo mês de 2009, enquanto na União Europeia registaram um aumento de 2,6%.

Em Portugal, a inflação chegou aos 2,4% no último mês do ano passado em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em Dezembro, as taxas de inflação anuais mais elevadas foram registadas na Roménia (7,9%), Estónia (5,4%) e Grécia (5,2%), enquanto as mais baixas foram registadas na Eslováquia (1,3%), Holanda (1,8%) e Alemanha e Chipre (1,9%).

Na zona euro, os componentes que mais contribuíram para a inflação foram os transportes (5,2%), habitação (3,8%) e álcool e tabaco (3,6%) enquanto, em sentido oposto, comunicações (-0,7%) e recreio e cultura (-0,1%) registaram as menores variações.

Apresentada por: Bernardo Santos Nº7 10ºD

terça-feira, 1 de março de 2011

Preços do trigo e do milho caem 2% com tensão na Líbia

Os preços estão a ser pressionados pelos receios de que a instabilidade política no Médio Oriente penalize a procura por cereais.


É a terceira sessão consecutiva de perdas para o trigo nos mercados internacionais e a maior queda desde 2008. Os investidores receiam que a recente instabilidade política nos países árabes provoque uma quebra na procura dos cereais. 

 É que as regiões do Norte de África e do Médio Oriente representam cerca de 32% do consumo global destas matérias-primas. No início dos conflitos, o preço destes cereais até protagonizou verdadeiras escaladas, enquanto os países mais afectados pela instabilidade fizeram uma corrida aos mercados numa tentativa de aumentar as reservas internas. 

No entanto, os produtores receiam agora que nos próximos tempos não seja possível contar com a procura desta região do globo.

"O mercado está a assumir que o Médio Oriente vai parar de importar", notou Jonathan Bouchet, da OTCex Group, à Bloomberg. 

As estimativas do Departamento Comércio dos EUA, o maior exportador de trigo, apontavam para que os países do Norte de África e do Médio Oriente comprassem cerca de 39,3 milhões de toneladas métricas de trigo em 2010e 2011 2010 e 2011.

Os contratos de trigo para entrega em Maio escorregavam 2% para 7,80 dólares o alqueire, em Nova Iorque, depois de terem chegado a tombar quase 5%. 

O milho acompanha a tendência e perdia 2,3% para 6,745 dólares o alqueire. O preço deste ceral já tombou 7% nos últimos três dias, o pior desempenho desde Novembro. Também o arroz segue a tendência negativa e perdia 4,12% para 13,965 dólares por cada 100 libras, em Chicago. 

Apresentada por: Carlos Tchioleca 10ºD

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cavaco admite que medidas de contenção podem não chegar

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, afirmou esta segunda-feira que as medidas de austeridade impostas pelo Governo para conter o défice público podem não chegar.



"Talvez não seja suficiente", disse o chefe de Estado, lacónico, sem se alongar em comentários às declarações do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que se mostrou hoje disposto a tomar medidas suplementares de contenção. Cavaco Silva lembrou que ainda não tomou posse como Presidente, o que só acontecerá a 9 de Março, para justificar a contenção nas palavras.
O Presidente falava à margem da cerimónia de inauguração do primeiro Laboratório de Nanofabricação em Portugal, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no Campus da Caparica, Almada. A nova estrutura representou um investimento de um milhão de euros e só foi possível porque a responsável do projecto, Elvira Fortunato, recebeu em 2008 uma bolsa de 2,5 milhões de euros do Conselho Europeu de Investigação.
O laboratório vai permitir desenvolver novos materiais e produtos, concretizando uma aposta forte na eletrónica transparente e electrónica de papel.
"É fundamental nos tempos que correm que se dê visibilidade ao de positivo que se faz no País", disse Cavaco Silva, sublinhando que "Portugal tem de ser capaz de aproveitar bem o potencial da comunidade científica porque é decisivo para o desenvolvimento do País e bem-estar das populações".

Afonso Ramos Bento Nº4 10ºD

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Zona Euro regista excedente de 700 milhões na balança comercial, diz Eurostat

A balança comercial da Zona Euro registou em 2010 um resultado positivo de 700 milhões de euros, contrastando com o défice de 143,3 mil milhões para o conjunto dos países da União Europeia, segundo o Eurostat.

Em Dezembro, a balança comercial da Zona Euro registou um défice de 500 milhões de euros, face ao período homólogo, enquanto na União Europeia atingiu um défice de 10,5 mil milhões de euros, de acordo com os dados hoje revelados pelo Eurostat.

Durante 2010, refere o Eurostat, o comércio na Zona Euro registou um excedente de 700 milhões de euros, abrandando fortemente face ao resultado de 2009, em que teve um resultado positivo de 16,6 mil milhões.

Na Europa dos 27 o registo das trocas entre os europeus e o resto do mundo mostrou um défice de 143,3 mil milhões de euros, agravando ligeiramente os resultados de 2009, ano em que tinha registado um défice de 108,1 mil milhões de euros.

Em Portugal, os últimos dados disponíveis revelam que entre Janeiro e Novembro do ano passado o país exportou 33,6 mil milhões de euros e importou 51,7 mil milhões, o que traduz um défice da balança comercial de 18,1 mil milhões de euros.

Comparando Dezembro passado com o mês anterior, as exportações na Zona Euro caíram 500 milhões de euros, quando em Dezembro de 2009 tinha registado um excedente da balança comercial de 3,2 mil milhões de euros.

A primeira estimativa para o comércio extra-comunitário, ou seja, dos países europeus para fora desta região, indica que em Dezembro a balança comercial registou um défice de 10,5 mil milhões, comparado com um défice de 2,9 mil milhões em Dezembro de 2009.

Em Novembro do ano passado o resultado da balança comercial dos países terceiros tinha sido negativo em 15,4 mil milhões de euros, comparado com um défice de 7,7 mil milhões de euros em Novembro de 2009.

Fonte: OJE/Lusa
15/02/11, 13:47

Apresentada por: Carolina Barros Nº9 10ºD

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Exportações aumentam 15,7% em 2010

Só num ano o défice da balança comerical agravou-se em 400 milhões de euros.As exportações aumentaram 15,7 por cento em 2010, face ao ano anterior, de acordo com os números preliminares revelados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No entanto, também as importações aumentaram: mais 10,5%. Contas feitas, a balança comercial agravou-se em 400 milhões de euros num só ano.
Só nos últimos três meses de 2010, a saídas de bens registaram uma subida de 15,8%, em comparação com o mesmo período de 2009, sendo que foi para os mercados extracomunitários que o aumento foi mais expressivo: cresceram 17,8%.
Mas também as importações aumentaram entre Outubro e Dezembro de 2010: mais 10,3%, sendo que as importações oriundas dos países fora da União Europeia cresceram significativamente: mais 16% do que nos últimos três meses de 2009.
A dar força às exportações das empresas nacionais estiveram os produtos industriais, com especial desempenho do material de transportes e acessórios. Destaque para a venda de automóveis ligeiros de passageiros.
Outubro fica, assim, como o mês onde as exportações inverteram a tendência de queda, verificada desde Agosto de 2010. Mas o melhor mês foi mesmo Março de 2010, quando as saídas de bens aumentaram 25,8%, face ao mesmo mês do ano anterior.
Já em termos mensais, o melhor mês foi mesmo Setembro, quando as exportações subiram 31,9% face a Agosto.
Estes dados preliminares do INE são divulgados no mesmo dia em que as exportações são o centro do debate em Santa Maria da Feira. O Congresso sobre Exportações reuniu membros das associações empresariais e do Governo, contando com a presença do primeiro-ministro José Sócrates.

2011-02-08 12:47

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Portugal quebra 0,8% em 2011

26 Janeiro 2011 | 14:22
Probabilidade de serem necessárias mais medidas de consolidação orçamental é "elevada".
A economia portuguesa vai registar uma contracção de 0,8% em 2011, de acordo com as previsões do núcleo de estudos de conjuntura da Universidade Católica (Necep). O valor corresponde a uma revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais em relação à projecção anterior efectuada em Outubro e incorpora os impactos das medidas previstas no Orçamento do Estado para este ano, bem como os dados sobre a evolução das economias portuguesa e da Zona Euro durante o segundo semestre do ano passado.

O Necep alerta que "os riscos associados a esta previsão são claramente negativos", considerando que existe uma "probabilidade elevada" da necessidade de medidas adicionais de consolidação orçamental que permitam o cumprimento da meta de 4,6% para o défice público. Os economistas da Católica assinalam, ainda, recear "uma desaceleração importante" do ritmo de crescimento da economia mundial, por causa do agravamento de tensões inflacionistas e cambiais, bem como da subida dos preços das matérias-primas.

Para 2012, sublinhando que a "incerteza é ainda demasiado grande", o Necep antecipa uma taxa de crescimento da economia portuguesa de 0,3%. A projecção pressupõe a recuperação da economia global, "uma vez que a procura doméstica deverá permanecer condicionada pelas restrições orçamentais e financeiras que Portugal enfrenta".

domingo, 23 de janeiro de 2011

Portugal paga menos para emitir dívida, Procura triplica oferta

A taxa média ponderada da emissão fixou-se em 4,029%, abaixo dos 5,281% verificados na emissão anterior equivalente, realizada no início de Dezembro (ver tabela). Os analistas consultados pelo Diário Económico antecipavam uma queda da ‘yield', pelo que o resultado do leilão de hoje ficou dentro das expectativas.
"Acho que há a percepção de alguma diminuição de risco de Portugal a curto prazo. Daí, a descida de 120 pontos base na yield e a procura ter sido forte", notou Filipe Silva, do Banco Carregosa, em declarações à Reuters.
A procura atingiu os 2,3 mil milhões de euros, ou seja, mais do que triplicou a oferta numa emissão de 750 milhões de euros, o montante indicativo que tinha sido anunciado pelo IGCP. Na emissão de Dezembro, o rácio procura/oferta tinha ficado em 2,5 vezes.
"É bastante positivo. Apesar de ser claramente uma taxa alta a 12 meses, denota alguma acalmia dos mercados", disse Ricardo Marques, da IMF.
Portugal volta assim a passar mais um teste nos mercados de dívida, embora os resultados do leilão de hoje não escondam os custos acrescidos que o país está a pagar para se financiar. Basta lembrar que no início de 2010 Portugal pagou menos de 1% para emitir os mesmos Bilhetes do Tesouro a 12 meses.
"O Governo opta por ir ao mercado e deverá continuar a fazê-lo, esperando que os resultados da consolidação orçamental surtam efeito e baixem as taxas", antecipou João Sousa, economista do BPI.
Conhecidos os resultados do leilão, o principal índice accionista português, o PSI 20, inverteu para terreno positivo, somando agora ganhos ligeiros de 0,07%. No mercado cambial, o euro avançava 0,55% para 1,3461 dólares.
Outra afirmação do governo diz que a emissão da divida é um sinal encorajador.
"Isto é para nós um sinal encorajador, na medida em que traduz o reconhecimento daquilo que tem vindo a ser o esforço do governo na frente de consolidação orçamental", afirmou o secretário de Estado do Tesouro e Finanças, em declarações aos jornalistas no ministério das Finanças.
Portugal vendeu hoje 750 milhões de euros de uma nova linha de Bilhetes do Tesouro a uma taxa de juro média de 4,029%, tendo a procura sido 3,1 vezes a oferta.
De acordo com os dados do leilão disponibilizados na Bloomberg, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) conseguiu colocar a totalidade prevista para esta nova linha de BT com maturidade em Janeiro de 2012, com uma taxa de juro média abaixo dos 5,281 pagos na emissão anterior com maturidade semelhante. A procura pela dívida portuguesa superou a oferta em 3,1 vezes, tendo sido feitas ofertas por 2.317 milhões de euros.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

BCE ( banco central Europeu ) ajuda Portugal a manter acesso ao mercado no leilão de hoje

Frankfurt voltou ontem ás compras de dívida nacional e deu um balão de oxigénio para leilões de dívida de Portugal, Espanha e Itália.
Portugal vai hoje ao mercado tentar vender até 1,25 mil milhões de dívida a quatro e dez anos. A operação criou ansiedade nas autoridades e nos mercados porque o país será o primeiro dos periféricos a vender a dívida de médio e longo prazo e arrisca-se a pagar juros recorde. Um mau resultado no leilão colocará ainda mais pressão a Portugal para ter de solicitar ajuda ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira ( FEEF ) e complica a situação de Espanha e Itália, que vão amanhã ao mercado vender dívida.
Apesar dos receios que levaram a dívida nacional a negociar acima dos 7% no início da semana, os analistas acreditam que Portugal vai conseguir passar este teste. A dar ânimo aos investidores esteve a intervenção musculada do BCE, que esteve no mercado a comprar a dívida portuguesa. “ Não duvido que ( a operação ) vai correr bem. Tivemos ajuda do BCE que deverá ter comprado acima de mil milhões de euros de dívida periférica”, adiantou o director de investimento da ESAF, João Zorro, ao diário económico.
O banco central esteve agressivo no mercado nos últimos dois dias, levando a uma descida dos juros. A linha viva de OT, com maturidade em 2020, viu a “yield” de 7,083% no final da semana passada para 6,879% ontem, segundo dados da Bloomberg. Na última emissão a 10 anos, realizada em Novembro, o juro foi de 6,7388%. A taxa exigida no mercado secundário costuma servir de indicador para os juros que o mercado cobra quando o estado realiza leilões de dívida. Já a OT que vence em 2014 negociava ontem com uma taxa de 5,577%. “ Se as emissões seguirem, como tem acontecido até aqui, as taxas praticadas no mercado secundário, a intervenção do BCE pode contribuir para um alívio das condições da emissão”, refere o gestor de dívida do Banco Carregosa, Filipe Silva. Já o estratega de dívida do JPMorgan, Gianluca Salford, refere que “ não espera que Portugal perca o acesso ao mercado por causa dos resultados do leilão”.
Diário Económico, 12/Jan/2010
Noticia de Inês Moura

domingo, 9 de janeiro de 2011

Economist: Portugal entre os países que mais contraem(desce) em 2011

'The Economist' espera uma recessão de mais de 1% em Portugal este ano.

A publicação 'The Economist' divulgou uma lista com as previsões de crescimento para 2011. Portugal será o terceiro país que mais contrai.

Os países emergentes dominam o topo da lista, publicada no 'site' da revista britânica, com o Qatar, o Gana e a Mongólia a crescer mais de 10% e a empurrar a China para o sexto lugar na lista dos países que mais deverão crescer, em termos de Produto Interno Bruto, em 2011. O PIB do gigante asiático deverá expandir-se em 8,9% este ano.

Seguem-se a Eritreia e a Mongólia, antes da Índia, que deverá registar um crescimento de 8,6%. Depois, por ordem decrescente, figuram nas previsões da publicação inglesa o Uzbequistão, Timor-Leste e o Laos.

A grande ausência na lista dos dez países que mais crescerão em 2011 é a do Brasil, que no ano passado registou um crescimento de cerca de 7%, até ao início do mês de Dezembro.

Em sentido contrário, e do lado dos que menos deverão crescer, Porto Rico, Grécia e Portugal ocupam os três últimos lugares do pódio, com a Economist Intellingence Unit a calcular uma recessão de mais de 1% para o país chefiado por José Sócrates. Dos dez países que menos deverão expandir-se em 2011, Espanha é o que aparece, ainda assim, mais bem 'cotado', com um crescimento previsto em torno de 1%.
O estudo chama ainda a atenção para o facto de os chamados PIIGS - Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha - estarem a ser fortemente castigados no mercado de dívida.

No 'top 5' dos países mais arriscados do mundo, Portugal, Grécia e Irlanda fazem companhia à Venezuela e à Argentina, segundo o monitor da Bloomberg para os ‘credit-deafult swaps' (CDS), que são uma espécie de seguro no caso de uma empresa ou Estado entrar em incumprimento, ou seja, não cumprir as obrigações para com os seus credores.

http://economico.sapo.pt/noticias/economist-coloca-portugal-entre-os-paises-que-menos-crescem-em-2011_108105.html

João Grilo 10ºD Nº14
ESQM

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Presidente da República terá de promulgar o Orçamento do Estado até à próxima sexta-feira. Sindicatos querem recurso ao Tribunal Constitucional



Na recta final para a promulgação do Orçamento do Estado para 2011, os sindicatos da Função Pública apelam ao Presidente da República, Cavaco Silva, que envie o diploma para o Tribunal Constitucional (TC) antes de dar luz verde ao artigo que estabelece cortes salariais para os trabalhadores do Estado.
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) entrega hoje na Presidência da República um pedido dirigido a Cavaco Silva. O objectivo é que o chefe de Estado envie para o TC um pedido de apreciação preventiva da lei do OE/11, nomeadamente sobre o artigo 19º, referente às reduções salariais.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aumento inesperado das reservas de combustíveis acentua queda do petróleo

Preço da matéria-prima perde mais de 1% nos mercados internacionais perante dados que apontam para uma redução da procura por petróleo e derivados.
 
O petróleo acentuou a tendência negativa, e está a perder mais de 1% depois de ter sido revelado um aumento inesperado nos inventários de combustíveis dos EUA, que indiciam uma quebra na procura pela matéria-prima.

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, segue a perder 1,02% para os 87,85 dólares, enquanto no mercado londrino, que serve de referência para a Europa, o Brent recua 0,77% para 90,72 dólares.

Os preços da matéria-prima acentuaram a queda após o anúncio do Departamento de Energia dos EUA de que os inventários de gasolina e de destilados (onde se inclui o gasóleo rodoviário e para aquecimento), subiram inesperadamente.

Os “stocks” destes dois derivados aumentaram em 3,8 e 2,1 milhões de barris, respectivamente, quando os analistas consultados pela Bloomberg previam uma quebra nas reservas.

Este dado está a penalizar ainda mais a cotação do petróleo, que já seguia em queda perante o fortalecimento do dólar, já que indiciam que a procura pela matéria-prima e pelos seus derivados continua fraca.


In "Jornal de Negócios"

João Aragão

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A taxa de desemprego em Portugal agravou-se para o valor recorde de 10,9% no terceiro trimestre. Há agora 609 mil desempregados.

O valor foi divulgado ontem (17/11/2010), pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e compara com os 10,6% registados no trimestre anterior e os 9,8% observados em igual período do ano passado.
Diz o INE que até Setembro existiam 609 mil desempregados em Portugal, um acréscimo de 11% face ao trimestre homólogo e de 3% em relação ao trimestre anterior.
O relatório do organismo dá conta da destruição de 54 mil postos de trabalho em Portugal num ano. Do segundo para o terceiro trimestre a redução de empregos foi de 28 mil.

Os números ontem (17/11/2010)  divulgados pelo INE ameaçam as estimativas do Governo, pois na proposta do Orçamento do Estado para 2011 indica que a taxa de desemprego se situaria nos 10,6% este ano e nos 10,8% em 2011.

Mulheres  são as mais penalizadas

O desemprego de longa duração - pessoas inscritas nos centros de emprego há mais de um ano - subiu 34% face ao período homólogo, enquanto o número de pessoas inscritas há menos de um ano caiu 7,6%.
Por género, foram as mulheres que mais sofreram, com o desemprego a crescer 17% neste grupo, enquanto nos homens subiu 5% face há um ano. Além disso, nos jovens até aos 25 anos o número de desempregados agravou-se em 11%. A taxa de desemprego nas camadas mais jovens atingiu os 23%.
Do ponto de vista regional, o desemprego subiu em quase todas as regiões do país, principalmente no Norte, com um acréscimo de 13%, e no Algarve, com uma subida de 12,8%.

Mark Alexandre Vaz nº17 10ºD