A economia é o motor da sociedade

terça-feira, 1 de março de 2011

Preços do trigo e do milho caem 2% com tensão na Líbia

Os preços estão a ser pressionados pelos receios de que a instabilidade política no Médio Oriente penalize a procura por cereais.


É a terceira sessão consecutiva de perdas para o trigo nos mercados internacionais e a maior queda desde 2008. Os investidores receiam que a recente instabilidade política nos países árabes provoque uma quebra na procura dos cereais. 

 É que as regiões do Norte de África e do Médio Oriente representam cerca de 32% do consumo global destas matérias-primas. No início dos conflitos, o preço destes cereais até protagonizou verdadeiras escaladas, enquanto os países mais afectados pela instabilidade fizeram uma corrida aos mercados numa tentativa de aumentar as reservas internas. 

No entanto, os produtores receiam agora que nos próximos tempos não seja possível contar com a procura desta região do globo.

"O mercado está a assumir que o Médio Oriente vai parar de importar", notou Jonathan Bouchet, da OTCex Group, à Bloomberg. 

As estimativas do Departamento Comércio dos EUA, o maior exportador de trigo, apontavam para que os países do Norte de África e do Médio Oriente comprassem cerca de 39,3 milhões de toneladas métricas de trigo em 2010e 2011 2010 e 2011.

Os contratos de trigo para entrega em Maio escorregavam 2% para 7,80 dólares o alqueire, em Nova Iorque, depois de terem chegado a tombar quase 5%. 

O milho acompanha a tendência e perdia 2,3% para 6,745 dólares o alqueire. O preço deste ceral já tombou 7% nos últimos três dias, o pior desempenho desde Novembro. Também o arroz segue a tendência negativa e perdia 4,12% para 13,965 dólares por cada 100 libras, em Chicago. 

Apresentada por: Carlos Tchioleca 10ºD

19 comentários:

Pedro Tomé disse...

A verdade é que conflitos como estes, parecendo que não, têm um grande impacto na economia mundial, especialmente nos mercados internacionais, pelo facto de existir um processo a que se deu o nome de globalização, em que o mundo se “transforma”, no sentido metafórico, numa pequena aldeia global, quero com isto dizer que existe uma maior facilidade de comunicação entres as várias zonas do globo.

Já antes vimos, que estes problemas sociais e políticos na zona do Médio Oriente, influenciam em grande dimensão os preços dos produtos e o desenvolvimento da economia, o caso do petróleo por exemplo, para o qual os preços por barril têm subido de forma extraordinária, porque esta zona detém grande parte das reservas mundiais e as quais podem ser aproveitadas com baixos custos de exploração. Já com o trigo e o milho acontece o contrário, pois não se trata de produção mas sim de consumo. Estas alterações dos preços podem ser explicadas pela lei da oferta e procura, no caso destes dois produtos, a produção mundial dos cereais é sensivelmente a mesma, logo a oferta mantém-se, mas a zona do Médio Oriente, a qual fazia parte das zonas que mais consumia mas não das que mais produzia, necessitava destas produções para o seu consumo interno, ora com estes conflitos já não têm as mesmas possibilidades de importar os bens, logo a procura diminui de forma acentuada.

Como sabemos, quando a oferta se mantém e a procura é mais reduzida, o preço do bem diminui, e foi exactamente isto que originou as quedas dos respectivos cereais.

Pedro Tomé Nº18 10ºD

carolina barros disse...

Esta notícia fala-nos da queda dos preços dos cereais causada pela instabilidade no médio oriente, designadamente na Líbia.
Se de facto a queda na procura de cereais se verificar, as economias dos paises exportadores irão ser fortemente prejudicadas, com a agravante da maior parte desses paises estar a atravessar um período sério de crise económica.

Filipe Esteves disse...

A noticia mostra que os acontecimentos do médio oriente têm muito importância nas condições económicas. Enquanto faz perigar o mercado petrolífero com o consequente aumento dos combustíveis por outro como diz a noticia pode levar há diminuição da procura de cereais.
O norte de África e os países do médio oriente apresentam cerca de 32% do consumo mundial destes produtos. Uma crise de grandes dimensões ira levar a diminuição do consumo dos cereais com uma menor procura e provável descida dos preços .Se desta forma os investidores podem ser afectados,são sobretudo os produtores a sofrerem as consequências.

Filipe Esteves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mark disse...

Estes conflitos afectam e bastante a economia, devido a factores como especulação, pois neste caso pensa-se que as regiões do Médio Oriente vão parar de importar. O facto de existir um processo chamado globalização, tal como disse o Pedro, vai permitir que estes conflitos afectem de uma forma mais visível e mais rápida a economia, pois como os meios de comunicação estão tão desenvolvidos, as noticías chegam a qualquer parte do mundo de uma forma muito rápida. Os preços do trigo baixaram pois se se pensa que as regiões do Médio Oriente vão parar de importar, ou seja vai haver uma diminuição da procura, como a oferta mantém-se tem que haver uma descida de preços e foi isso que aconteceu.

Mark Vaz nº17 10ºD

Bernardo Santos disse...

A situação que a notícia retrata, "Queda dos preços do milho e do trigo", é uma consequência da crescente onda de instabilidade, violência e revolta das populações, que se tem vindo a alastrar um pouco por todo o Médio Oriente. Obviamente, para os países produtores deste cereais, o impacto que irão verificar ao nível das suas exportações terá um significado em termos de receitas. Embora a União Europeia e concretamente Portugal não sejam grandes produtores de cereais, basicamente os produzem para consumo próprio e muitas das vezes têm de recorrer aos mercados internacionais, esta onda de instabilidade no Médio Oriente vai fortemente prejudicar a UE, principalmente os países mais expostos à crise, como Portugal, que dependem em grande parte das importações de petróleo vindas de alguns desses países do Médio Oriente, e que com esta crescente instabilidade, irá fazer disparar os preços dos barris. Resumindo, directa ou indirectamente, o nosso país irá sempre sentir os efeitos desta instabilidade.

Bernardo Santos, Nº7, 10ºD

Afonso disse...

Esta noticia fala-nos sobre a queda dos preços dos cereais, trigo, milho, e também um pouco agora no arroz. A instabilidade política nos países árabes nomeadamente a Libia, é uma das grandes causas para este acontecimento.
É que as regiões do Norte de África e do Médio Oriente representam cerca de 32% do consumo global destas matérias-primas. E por causa das instabilidades politicas a procura desses cereais diminuiu.
E como o Pedro disse quando a oferta se mantém e a procura é mais reduzida, o preço do bem diminui.

Afonso disse...

Esta Noticia fala-nos sobre a queda dos preços dos cereais nomeadamente do trigo, milho e agora um pouco do arroz.A recente instabilidade política nos países árabes nomeadamente a Libia tem feito com que esses preços diminuissem pois as regiões do Norte de África e do Médio Oriente representam cerca de 32% do consumo global destas matérias-primas. E com a diminuição da procura dessas matéria-primas, o preço tem de diminuir como o Pedro disse quando a oferta se mantém e a procura é mais reduzida, o preço desse bem diminui.

Afonso Limão disse...

fiz dois comentários iguais sem querer, sou o Afonso limão

Afonso Bento disse...

Esta notícia fala da descida dos preços dos cereais em 2% devido às recentes tensões na Líbia.
Muitos falam em especulação desta notícia como maneira de aumentar a procura. Será verdade, será mentira? Não me parece que seja pura especulação pois a tenção vivida na Líbia tem sido avassaladora dia após dia.
Desta maneira os preços estão a ser cada vez e cada vez mais pressionados.
Penso que o Médio Oriente não parará as suas exportações pois é uma grande fatia do que mexe estes países a nível económico.
Para finalizar penso que tudo se resolverá com o fim dos conflitos árabes, apesar de serem bastante graves nesta altura e afectarem todo o resto do Mundo.
Afonso Ramos Bento Nº4 10ºD

Filipe Elvas disse...

Estas tensão políticas no Médio Oriente, principalmente na Líbia, pode prejudicar, e muito, as economias dos países ocidentais, pois como diz a notícia, podem parar de importar trigo. O Médio Oriente, juntamente com o Norte de África representam 32% do consumo destas matérias-primas, logo se pararem de importar vai prejudicar a economia dos principais exportadores destas matérias-primas.
Como têm dito, quando a oferta mantém e a procura diminui, tem como consequência a descida do preço do bem.

Anónimo disse...

Esta notícia mostra-nos a descida dos preços dos cereais em 2%. Eu acho que esta notícia era previsível pois a situação que está a ser vivida agora na Líbia é muito difícil de se resolver sem cortar nalgumas coisas.
Como sabemos através da notícia as "regiões do Norte de África e do médio oriente representam cerca de 32% do consumo", ou seja se a Líbia continuar durante muito tempo neste período de instabilidade política, o preço do trigo ainda pode descer mais.
Era normal que os preços do trigo descessem, este fenómeno pode ser explicado pela lei da oferta e da procura, ou seja , neste caso, a procura diminuiu por parte da Líbia, há mais oferta, logo os preços baixam.
Inês Moura nº13

Tiago Oliveira disse...

Os investidores, só investem num país quando esse é destacado perante todos os outros, pela positiva. Porque é que ninguém, praticamente, investe no nosso país? Porque esse está com uma baixíssima reputação no ramo da comparação com os outros países do mundo.
O que acontece na Líbia, é que o facto de o país estar a atravessar uma grande crise política, o que origina descontentamento da população e como estamos a ver, pode até chegar ao ponto extremo, ou seja, da guerra e da violência, tira mérito, tira reputação, e apenas coloca o descrédito no país e nas suas contas.
A Líbia, bem como alguns dos seus "vizinhos", detém uma boa parte de reservas de trigo e milho, esses países, têm a função de o exportar, e dado a actual crise ( na Líbia ), passam a existir uma menos quantidade de importadores, o que, traduzindo e pondo em cima da mesa a Lei da Oferta e da Procura, como a oferta se mantém mas a procura diminui, estes dois bens perdem valor. Para os mesmos poderem vir a estar ao preço que eram, é necessário que a estabilidade neste país se estabeleça de novo.

Tiago Oliveira N 24 10 D

- Ritaa disse...

As alterações nos mercados internacionais evidenciam a forma como o mercado tem em conta o factor de risco
de instabilidade político-social no Médio Oriente e no norte de África.

Os sinais de agitação político-social e de violência na Líbia com o objectivo de exigir o fim do regime
de Muammar Khadafi afectaram os principais mercados onde é negociado o preço dos cereais bem como do petróleo
mundial.

Os recentes protestos mundiais, na Líbia e não só, preocupam investidores e atingem directamente a economia mundial.

Os preços do milho e do trigo caem de forma significativa depois de muitos países terem aumentado as suas reservas
no ínicio do conflito.
A significativa redução atingiu o mercado do trigo em Chicago e sucede a um recuo de 5,2% na semana passada.

A menor procura actual também se reflectiu no preço na soja uma vez que a China, principal importador, cancelou as
importações.

Os protestos na Líbia fez com que os principais índices mundiais bolsistas caissem acentuadamente o que pode

provocar ainda mais dificuldades para a recuperação econômica mundial.

Rita Alexandra Matos Nº21 10ºD

Ricardo disse...

Com esta notícia percebemos que devido à instabilidade política e aos conflitos dos países árabes, os principais consumidores dos cereais, poderão parar de importar. Antes, os países exportadores não se sentiam preocupados pois poderia existir uma maior procura pelos produtos para se conseguir sobreviver, mas caso a Líbia pare de importar, isto poderá originar problemas económicos aos países produtores, e como qualquer problema que afecte um país, afecta os outros à sua volta, poderá provocar problemas económicos mundiais.

Ricardo Pereira nº19 10ºD

afonso disse...

Os confrontos povo- estado são uma realidade que tem sido observada nos países de Norte de África que até então eram governados por ditadores radicais.
Dada a grande importância económica destes países que representam cerca de 32% do consumo global destas matérias-primas, estes confrontos que afectaram inicialmente o Egipto e agora a Líbia apresentam repercuções tanto positivas como negativas na economia mundial, tendo por um lado como consequência o aumento do preço, contrastando com a diminuição do preço do trigo, resultado da desconfiança dos mercados face a possibilidade de diminuição de importações por parte destes países.

Afonso Pedroso Nº1 /10ºD

João Aragão disse...

É bem sabido que situações de instabilidade política como as que se têm vivido nalguns países do Norte de África e do Médio Oriente, têm sempre repercussões no comportamento dos mercados internacionais. Este tipo de conflitos influencia sempre os preços das matérias-primas, nomeadamente do petróleo. Mas não é disso que trata a notícia. Neste caso específico, são os cereais que têm verificado uma quebra na procura. Tal tem acontecido, dado que os países árabes, responsáveis por cerca de 32% do consumo global de cereais, têm reduzido a extracção de produtos energéticos como o petróleo e o gás natural, devido à instabilidade política criada. Tendo reduzido a extracção de produtos energéticos como o petróleo e o gás natural, esses países deixam de os exportar, perdendo, por essa razão, poder de compra, visto que a exportação de produtos energéticos constitui a principal fonte de rendimento dos países árabes.

João Aragão nº15 10ºD

henrique disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
henrique disse...

Já á muitos anos que este fenómeno se tem vindo a verificar e cada vez mais acentuado. Devido à globalização o conceito de vila global já não é uma visão mas sim uma realidade.
Os conflitos presentes no Médio Oriente têm vindo a provocar a instabilidade de diversos preços de bens tal como aconteceu agora nos cereais.
O preço do trigo tem vindo a diminuir desde 2008 e desta vez deu-se a maior queda. Sendo as regiões de África e do Médio Oriente as que mais importam cereais, cerca de 32%, estando estas em conflito a exportação destas matérias primas irá diminuir gravemente.
Tal como disse Jonathan Bouchet o Médio Oriente é capaz de parar de importar. A diminuição grande da procura vai levar á diminuição constante dos preços do trigo e do milho. Não são só os países em conflito que sairam prejudicados mas sim também os paises exportadores, as suas economias exportadoras de milho e trigo iram para o que poderá levar a uma estagnação da economia nesse sector.