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domingo, 9 de janeiro de 2011

Economist: Portugal entre os países que mais contraem(desce) em 2011

'The Economist' espera uma recessão de mais de 1% em Portugal este ano.

A publicação 'The Economist' divulgou uma lista com as previsões de crescimento para 2011. Portugal será o terceiro país que mais contrai.

Os países emergentes dominam o topo da lista, publicada no 'site' da revista britânica, com o Qatar, o Gana e a Mongólia a crescer mais de 10% e a empurrar a China para o sexto lugar na lista dos países que mais deverão crescer, em termos de Produto Interno Bruto, em 2011. O PIB do gigante asiático deverá expandir-se em 8,9% este ano.

Seguem-se a Eritreia e a Mongólia, antes da Índia, que deverá registar um crescimento de 8,6%. Depois, por ordem decrescente, figuram nas previsões da publicação inglesa o Uzbequistão, Timor-Leste e o Laos.

A grande ausência na lista dos dez países que mais crescerão em 2011 é a do Brasil, que no ano passado registou um crescimento de cerca de 7%, até ao início do mês de Dezembro.

Em sentido contrário, e do lado dos que menos deverão crescer, Porto Rico, Grécia e Portugal ocupam os três últimos lugares do pódio, com a Economist Intellingence Unit a calcular uma recessão de mais de 1% para o país chefiado por José Sócrates. Dos dez países que menos deverão expandir-se em 2011, Espanha é o que aparece, ainda assim, mais bem 'cotado', com um crescimento previsto em torno de 1%.
O estudo chama ainda a atenção para o facto de os chamados PIIGS - Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha - estarem a ser fortemente castigados no mercado de dívida.

No 'top 5' dos países mais arriscados do mundo, Portugal, Grécia e Irlanda fazem companhia à Venezuela e à Argentina, segundo o monitor da Bloomberg para os ‘credit-deafult swaps' (CDS), que são uma espécie de seguro no caso de uma empresa ou Estado entrar em incumprimento, ou seja, não cumprir as obrigações para com os seus credores.

http://economico.sapo.pt/noticias/economist-coloca-portugal-entre-os-paises-que-menos-crescem-em-2011_108105.html

João Grilo 10ºD Nº14
ESQM

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Presidente da República terá de promulgar o Orçamento do Estado até à próxima sexta-feira. Sindicatos querem recurso ao Tribunal Constitucional



Na recta final para a promulgação do Orçamento do Estado para 2011, os sindicatos da Função Pública apelam ao Presidente da República, Cavaco Silva, que envie o diploma para o Tribunal Constitucional (TC) antes de dar luz verde ao artigo que estabelece cortes salariais para os trabalhadores do Estado.
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) entrega hoje na Presidência da República um pedido dirigido a Cavaco Silva. O objectivo é que o chefe de Estado envie para o TC um pedido de apreciação preventiva da lei do OE/11, nomeadamente sobre o artigo 19º, referente às reduções salariais.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aumento inesperado das reservas de combustíveis acentua queda do petróleo

Preço da matéria-prima perde mais de 1% nos mercados internacionais perante dados que apontam para uma redução da procura por petróleo e derivados.
 
O petróleo acentuou a tendência negativa, e está a perder mais de 1% depois de ter sido revelado um aumento inesperado nos inventários de combustíveis dos EUA, que indiciam uma quebra na procura pela matéria-prima.

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, segue a perder 1,02% para os 87,85 dólares, enquanto no mercado londrino, que serve de referência para a Europa, o Brent recua 0,77% para 90,72 dólares.

Os preços da matéria-prima acentuaram a queda após o anúncio do Departamento de Energia dos EUA de que os inventários de gasolina e de destilados (onde se inclui o gasóleo rodoviário e para aquecimento), subiram inesperadamente.

Os “stocks” destes dois derivados aumentaram em 3,8 e 2,1 milhões de barris, respectivamente, quando os analistas consultados pela Bloomberg previam uma quebra nas reservas.

Este dado está a penalizar ainda mais a cotação do petróleo, que já seguia em queda perante o fortalecimento do dólar, já que indiciam que a procura pela matéria-prima e pelos seus derivados continua fraca.


In "Jornal de Negócios"

João Aragão